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Cães terapeutas
por Redação Meia Fina
O cão sempre foi o melhor amigo do homem, mas quem diria que ele também pode ser seu terapeuta? Pelo menos isso é o que clínicas, hospitais, asilos e até escolas e universidades tem feito. Os cães-terapeutas recebem um treinamento que dura de 4 a 12 meses, e desempenham diversas funções que promovem resultados benéficos para a saúde e o desenvolvimento humano.
Essa história começou há 2 séculos, quando o contato com animais era utilizado em clínicas psiquiátricas no Reino-Unido. A terapia foi ganhando espaço pela Europa e Estados Unidos, mais sem estudos científicos que comprovassem a eficácia do método. Foi apenas na década de 60 que pesquisadores comprovaram os efeitos benéficos da interação entre os homens e os cães, e desde então esse tipo de terapia começou a ser utilizado das maneiras mais inusitadas.
Em algumas escolas americanas, por exemplo, crianças no processo de alfabetização que sentem-se desconfortáveis ao lerem para seus colegas o fazem para os cães. Como o bichano escuta sem julgamentos, o aluno consegue desenvolver a segurança necessária para que possa fazer a leitura em voz alta. Já na universidade, os cães-terapeutas dão suporte emocional para aqueles que deixaram sua cidade natal (é muito comum nos Estados Unidos sair da casa dos pais para estudar em outra cidade). Pode parecer estranho para quem não está acostumado, mas há relatos de pessoas que caem no choro durante a sessão de terapia, e realmente trabalham suas questões emocionais durante o contato com os cães.
Já em asilos, hospitais e clínicas esse método inovador também está sendo utilizado em áreas como a fonoaudiologia e a fisioterapia. No Brasil, o interesse aumentou após a 9º Conferência Internacional sobre Interações Homem-Animal, que aconteceu no Rio de Janeiro no ano 2000. Hoje em dia, segundo dados do Phd. Dr. Dennis C. Turnner , Presidente da Associação Internacional das Organizações Homem-Animal (IAHAIO), 30% dos Psiquiatras e Psicoterapeutas envolvem animais nas suas praticas clínicas.
por Paula Berman
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