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24/02/2010 - 11h48
relacionamento | Redação Meia Fina

A natureza química do amor

Você sai com ele há dois meses. Ele é bonito, inteligente, simpático e seria o namorado perfeito, mas por algum motivo inexplicável não faz seu coração bater mais rápido. Todos já ouviram essa história. Não trata-se de burrice, ou insatisfação crônica. As leis da atração sempre foram misteriosas, mas a pesquisadora Helen Fisher está tentando desvendá-las. 
 
Com PhD em antropologia biológica pela Universidade de Nova York, e aclamada com a maior honraria de seu ramo nos Estados Unidos, o American Anthropological Association’s Distinguished Award, suas pesquisa tem resultados nada convencionais. Também, o que se poderia esperar de alguém que casou-se aos 23 anos, separou 6 meses depois e desde então foi apaixonada por cinco homens diferentes mas escolheu não ter filhos com nenhum deles? 
 
Resumindo um pouquinho, seus estudos apontam para a existência de 4 grupos:
 
Os exploradores - Pessoas com maior atividade cerebral de dopamina, um neurotransmissor de efeito estimulante. São mais aventureiros, gostam de desafios e se entediam com a rotina, por isso procuram parceiros com o mesmo perfil.
 
Os construtores - Pessoas com maior ação da serotonina, substância que promove sensação de prazer e calma. São mais cautelosos, tranquilos, e preferem estar com pessoas do mesmo tipo.
 
Os diretores – Pessoas com grandes doses de testosterona, hormônio de comportamento mais agressivo, o que faz com que essa categoria seja a mais agressiva e independente.
 
Os negociadores - Pessoas que apresentam grande atividade de estrogênio. Tem uma postura mais agregadora, são muito cativantes e maleáveis, e acabam se atraindo pelos diretores.
 
Como essas categorias têm a ver com sistemas químicos do cérebro, na verdade todos somos uma combinação dos quatro tipos. O que muda é a quantidade, e é isso que vai nos mostrar em qual perfil nos encaixamos. É muito comum que alguém tenha mais de um perfil dominante. 
 
Esse conhecimento pode ajudar bastante na hora de relacionar-se com alguém. Por exemplo: se você é uma exploradora, e está saindo com alguém do tipo construtor, pode aceitar com mais facilidade o fato de ele não querer sair pra dançar todo sábado à noite. O objetivo desses estudos é aumentar a compreensão das pessoas sobre o amor, e ajudá-las a escolher melhor seus parceiros. 
 
Para mais informações leia o livro “Por que amamos: A natureza química do amor romântico.”
 
Redação: Paula Berman